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Tecnologias

29/10/2012 11:28
É hora de planejar a pulverização



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29/10/2012 
  
Neri Ferreira*

Nada que se comece mal tem um fim satisfatório. Na agricultura isso não é diferente. Por isso, para obter um bom resultado na colheita, o processo de implantação de uma lavoura passa, necessariamente, pelo planejamento das várias etapas da atividade agrícola. Desde as questões climáticas, que podem ser monitoradas, todo o processo deve ser gerenciado pelo produtor rural com o objetivo de garantir o sucesso de seu empreendimento. Entre as operações a serem gerenciadas pelos produtores, a pulverização é determinante para esse sucesso, já que a competição entre plantas (lavoura principal contra qualquer outro tipo de planta), a chamada mato-competição, pode causar perdas de até 20% da produtividade das lavouras de soja e milho. Já as doenças fúngicas, como a ferrugem asiática, por exemplo, poderão causar perdas de até 100% da produção de uma lavoura de soja.

Desde a dessecação em pré plantio até as aplicações em final de ciclo na cultura da soja, contra doenças fúngicas, é possível que seja necessária a realização de 12 pulverizações a fim de combater alvos biológicos indesejáveis às culturas implantadas. Considerando que hoje, em termos de grãos, já estamos fazendo duas safras de milho e uma de soja, em grande parte do país, a pulverização torna-se uma ferramenta fundamental.

Mas a técnica de proteger as culturas com os defensivos agrícolas, tais como herbicidas, inseticidas, fungicidas ou produtos naturais, não se restringe às lavouras de grãos. Praticamente toda a produção agrícola depende desses tratos culturais para sobreviver e enfrentar as pragas e as doenças fúngicas que lhes atacam ao longo do período de produção. Hortaliças, frutas, café, cana, produções de temperos, tudo isso precisa da proteção de defensivos, feita, na maioria das vezes, com algum tipo de pulverizador ou atomizador.

MÁQUINAS DISPONÍVEIS
Há alguns anos, o domínio de máquinas para o fim de pulverização era o de pulverizadores conhecidos como de arraste, por depender da tração de um trator. Esses equipamentos já eram um avanço, se considerarmos que até então os pulverizadores eram manuais e transportados às costas de seus operadores. Daí o nome pulverizadores costais.

Atualmente, isso vem tomando novos contornos e os agricultores têm optado por máquinas de pulverização autopropelidas, isto é, que se locomovem com motorização própria. Tão importantes quanto uma colhedora, essas máquinas parecem gigantes sobre as lavouras, uma vez que, para podermos aplicar fungicidas em milho, elas precisam ter um vão livre de pelo menos 1,60 metro de altura do chão à parte inferior da máquina. Dessa forma, as plantas de milho não quebram com a passagem do autopropelido.

CADA CULTURA, UM PROCESSO
Os diversos sistemas de cultivos praticados no Brasil, entre eles o plantio direto na palha, pressupõem uma primeira aplicação de eliminação das ervas que poderiam concorrer com o cultivo de soja, milho ou trigo, chamada popularmente no meio agrícola de dessecação. Esse nome se deve ao modo de ação dos herbicidas utilizados nessas operações, que provocam a perda total de água dessas plantas. Essas aplicações ou pulverizações serão continuadas e chegarão até a 12 no total, principalmente, na cultura da soja. Culturas de hortaliças como a do tomate e da batata, por sua suscetibilidade às pragas e doenças, também estarão sujeitas a um número até superior a 12 aplicações.

A monocultura, associada à falta de rotação de culturas nas lavouras brasileiras determina esses números. Por isso, essa operação de pulverização e as máquinas que as realizam ganharam tanta importância. Tanto que nos últimos anos elas, associadas aos sistemas de direção por satélite, representam um grande avanço para a economia agrícola e para o meio ambiente. Pulverizadores autopropelidos dotados de GPS, pilotos automáticos e controladores de vazão e cortes de secções das barras de aplicação reduzem o consumo de agroquímicos, o que determina aumento de produtividade, minimizando a agressão ao meio ambiente. As tecnologias embarcadas atualmente nesses equipamentos resultam em um salto quântico na produção agrícola nacional, pois obedece à métrica que diz que devemos buscar fazer mais com menos.

*Gerente de Marketing
de Produto da PLA Pulverizadores




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