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07/03/2013 11:52
Polêmica do café: capuccino da Alerj custará R$ 10,8 mil



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O GLOBO

RIO — Caso tivesse optado apenas por oferecer os tradicionais cafezinhos nas máquinas que serão instaladas em seus dois gabinetes, o presidente da Alerj, Paulo Melo (PMDB), poderia dar uma economia de R$ 10,8 mil aos cofres públicos em um ano. O gerente administrativo da empresa Gran Coffee, vencedora da licitação para o serviço, Guilherme Gama, afirmou na quarta-feira, por e-mail, que se a Assembleia não tivesse incluído o fornecimento de capuccino, café com leite e chocolate no pacote do contrato, o preço de cada dose na licitação poderia ter saído por R$ 0,75, em vez de R$ 1. Ao todo, a Casa pagará R$ 43,2 mil pelas bebidas. Gama ressaltou que cumpriu todos os trâmites legais da licitação e que nenhum representante da Gran Coffee esteve na Alerj antes da realização do pregão, no fim de fevereiro.

Críticas ao judiciário
 
A polêmica em torno do contrato deixou Paulo Melo (PMDB) irritado na quarta-feira. Em discurso inflamado no plenário da Casa, o parlamentar atacou a reportagem publicada pelo GLOBO sobre o custo das máquinas. O deputado ainda envolveu outros órgãos, como o Tribunal de Justiça, ao defender o gasto e perguntou: “Daqui a uns dias, vão nos proibir de beber água?”.
 
— Eu vou ao Tribunal de Justiça, ao gabinete da presidente, tem lá café, tem um restaurante. Ali no Tribunal de Justiça, os carros dos desembargadores são Passat importados. No Ministério Público, são carros de luxo, que o procurador usa, e que aqueles que detêm esse direito usam. O Tribunal de Contas tem restaurante: é um direito. Por que o Poder Legislativo não pode ter as coisas? Por quê? Por que é o Poder a que todos têm acesso? É o Poder que se submete e que submete as suas entranhas à análise de todos? —disse.
 
O presidente da Alerj reforçou o fato de a Casa ter economizado recentemente R$ 140 milhões, depositados no fundo da Assembleia. Melo também ressaltou que foram suprimidos os 14º e 15º salários dos parlamentares. E voltou a citar o Judiciário:
 
— Aqui, quando se cria um cargo para um deputado, a crítica vem imediatamente, mas nós criamos inúmeros cargos para o Ministério Público, para o Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. É mais fácil que sejamos criticados? É. Nós não nos importamos com isso. Eu, principalmente, não me importo. Importo-me com aqueles que tentam desmerecer o Poder Legislativo. O Poder Legislativo vai continuar trabalhando para que os seus membros tenham dignidade no exercício do mandato; para que possam ter os melhores equipamentos.
 
A iniciativa de implementar o serviço de fornecimento de bebidas como café e capuccino em máquinas é inédita no Legislativo estadual. Atualmente, funcionários dos próprios gabinetes, em muitos casos, compram café com seus recursos. Se contados cinco dias de trabalho por semana, com oito horas cada, o deputado Paulo Melo poderá beber e oferecer, em média, uma bebida a cada três minutos.




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