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Produção

15/05/2006 18:53
PROJECTO-PILOTO DE RELANÇAMENTO DO CAFÉ EM ANGOLA



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o apostolado - Luanda, Angola

 
{ts '2006-05-05 00:00:00'}

O governo apresentou um projecto-piloto de relançamento da produção do café numa zona tradicional.

A cerimónia decorreu hoje no município do Amboim, 60 km a Norte do Sumbe, província do Cuanza Sul, sob a presidência do ministro da agricultura, Gilberto Lutukuta.

"Esperamos que este projecto sirva como catalizador para o relançamento da produção de café em Angola, que já foi significativo no passado", afirmou o ministro na ocasião.

O projecto envolve um investimento de 8,5 milhões de dólares (USD) e prevê o cultivo de café “robusta” numa área com cerca de 17 mil hectares no município do Amboim, onde se espera que possa ser atingida uma produção de 40 mil toneladas anuais. De momento, a produção local de café é de cerca de 900 toneladas por ano, estando cultivados apenas 1.900 hectares de terrenos.

O projecto hoje apresentado envolverá cerca de quatro mil famílias camponesas da região, num total de 30 mil pessoas. O financiamento será assegurado em partes iguais pelo governo angolano e pelo Fundo Comum para os Produtos de Base, estando a execução a cargo do Instituto Nacional do Café (INCA), sob supervisão da Organização Africana do Café.

"O município do Amboim foi escolhido para este projecto-piloto devido ao seu potencial. Nesta região, qualquer investimento neste sector produz efeitos rápidos e satisfatórios", salientou Manuel Dias, director-geral do INCA.

A promoção da extensão rural, proporcionando condições para o reassentamento de populações deslocadas e para a reinserção social e profissional de ex-militares, é um dos objectivos deste projecto, que compreende a reabilitação de antigas plantações, a investigação agrícola e a comercialização do café.

A província do Cuanza Sul produz actualmente cerca de duas mil toneladas de café por ano, um valor muito reduzido face às 80 mil toneladas que produzia antes da independência de Angola. O projecto almeja a melhoria substancial da produção de café, cujo relançamento tem sido fortemente prejudicado pelas dificuldades de acesso ao crédito bancário e de escoamento do produto, além da ausência de um circuito de comercialização.

De acordo com o director-geral do INCA, os valores obtidos nos últimos anos têm "crescido de forma paulatina", gerando até o aumento das exportações, especialmente para o mercado europeu, nomeadamente para Portugal e Espanha. "As exportações anuais de café angolano rondam actualmente cerca de duas a três mil toneladas", afirmou, estimando que o país possui "potencial agrícola" e um "factor climático" que lhe permitirá regressar dentro de alguns anos ao nível de produção que tinha no início da década de 70. "Uma grande parte das plantações estão intactas, necessitando apenas de ser reabilitadas e renovadas", completou.

No início da década de 70, Angola produzia anualmente mais de 200 mil toneladas de café, sendo o quarto maior produtor a nível mundial. As principais regiões produtoras de café situavam-se nas províncias do Cuanza Norte, Cuanza Sul, Uíge e Bengo.




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