VARGINHA: CONTINUIDADE NO CONTROLE DA FERRUGEM E ATENÇÃO AO BICHO MINEIRO

Por: Blog do Café / Procafé

A Estação de Avisos Fitossanitários da Fundação MAPA/Procafé divulgou seu boletim nº 127, referente a março de 2009. Nele, os pesquisadores Antônio Wander R. Garcia, Roque Antônio Ferreira e Leonardo Bíscaro Japiassú informaram que o índice pluviométrico ficou em 233,0 mm na cidade de Varginha, volume superior à média histórica para o mês, que é de 172,0 mm.


Pela equação de Thorthwaite & Mather, ao final de março, a evapotranspiração potencial foi de 91,4 mm e o armazenamento de água no solo ficou em 100,0 mm, o que deixou o excedente hídrico em 123,1 mm. A temperatura média se ajustou em 22,0ºC — pouco abaixo da média histórica (22,3ºC) —, oscilando entre a mínima de 15,1ºC e a máxima absoluta de 32,3ºC.


PRAGAS E DOENÇAS


FERRUGEM: Nas lavouras sem controle, amostradas na Fazenda Experimental de Varginha, o índice médio de infecção cresceu de 48,0% para 53,0%, variando de 22,0% a 82,0%. Os pesquisadores aconselham o controle com produtos sistêmicos via foliar, principalmente em lavouras com potencial produtivo para a safra futura.


CERCÓSPORA: registrou-se uma infecção média de 3,5%, sendo recomendável a efetuação do controle somente em casos especiais, após análise técnica caso a caso.


PHOMA: Apesar de ocorrência isolada, deve-se efetuar o monitoramento.


BICHO MINEIRO: ataque médio de 5,8%, devendo ser efetuado, segundo os pesquisadores, o monitoramento, especialmente em lavouras novas.


ÁCARO VERMELHO: Baixa incidência devido às condições climáticas desfavoráveis.


BROCA: reduzido nível de ataque. Contudo, são recomendados o monitoramento e o controle em lavouras com ataque (nível de dano econômico acima de 3,0%).


CRESCIMENTO VEGETATIVO


No que se refere ao crescimento vegetativo, em Varginha, foram observados, na média do mês passado, 6,4 nós por ramo, quantidade inferior à observada na média para o período (1999 a 2008), que é de 6,8 nós por ramo.


CONCLUSÕES


– Armazenamento de água satisfatório em Varginha. As chuvas ocorridas no período superaram em muito a evapotranspiração, dispensando a suplementação de água via irrigação.


– O controle da ferrugem deve ter continuidade, principalmente em lavouras com bom potencial produtivo futuro, com produtos sistêmicos foliares. Em lavouras com infecção acima de 10%, deve-se utilizar dosagem máxima recomendada pelo fabricante.


– A temperatura média abaixo da média histórica, associada à alta umidade, vem favorecendo a incidência de doenças.


– Deve-se monitorar a ocorrência de broca e, se necessário o controle, priorizar as últimas lavouras a serem colhidas.


– Atenção especial ao bicho mineiro para efetuar controle caso seja necessário.

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